O meio.

Vento de furioso açoite balançava a pele fustigada. Aos pelos, subia vertigem sob seus pés enquanto mãos insípidas praguejavam contra o ar. Olhos pintados de profundo, ardor e medo, piscavam em tentativa frustrada de limpar a íris já maculada. Trovejou como o ar que entoava antigo cântico de chuva e jogou-se, perdendo o chão dos pés.

Lá embaixo, labaredas de volumosa água serpenteavam a cidade interiorana.

No alto, o brilho de ferro e ponte presenteado pelo sol que esvaia escuras nuvens.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s